segunda-feira, 14 de setembro de 2009

(...)

É engraçado quando não se tem o que dizer. Até tem, mas as palavras passam na sua cabeça em uma velocidade extraordinariamente alta. E você tá ali, olho a olho, sentindo o cheiro do outro, consegue perceber cada pêlo minúsculo, cada imperfeição, cada póro, cada ruga escondida. E seu cérebro parece não assimilar o que está acontecendo, parece vazio e ao mesmo tempo cheio de idéias e palavras que não se juntam para formar uma frase. Agora seu corpo todo está respondendo a esses pulsos. Seu coração começa a disparar em um ritmo desordenado, suas mãos suam e seu estômago embrulha. Você lembra a primeira vez que o viu. Lembra daquela camisa cinza, que na hora você achou tão sem graça. Mas como pode o cara de camisa cinza e calça de tactel parecer tão atraente a primeira vista? Você lembra que ele nem bonito é, mas pensa em como o desenho dos lábios é perfeito, como cada parte do seu rosto em separado parece tão notável. Você acaba lembrando das poucas vezes que conversaram, de como discordaram em quase tudo, de como ele te irritava cada vez que fazia questão de ter uma opinião contrária, fazendo parecer que não passava de pura implicância. Agora você está ali, há alguns segundos do inevitável, tendo todos os motivos para odiá-lo, sabendo que depois daquele momento não teria mais volta, seria uma vida de conflitos e opiniões divergentes. Mas alguma coisa te diz que vale a pena. Então você lembra dos momentos bobos, do caminhar de mãos dadas, da primeira vez que ele te aninhou em seus ombros e cantou bem baixinho pra você. Você lembra dos ciuminhos, das coisas doces que ele dizia sem perceber e não admitia quando você comentava. Lembra de como é bom fazer carinho naquele rosto que agora parece tão perfeito, como é bom o cheirinho que ele tem, como ele penteia o cabelo daquele jeito que só cai bem nele.
Alguma coisa lhe vem à cabeça. Como você pode sentir isso sem nem o conhecer direito? Mas é só o que aparece na sua mente.
"Eu... eu... gosto muito de você." É só o que consegue dizer.

Um beijo.

Uma frase suprimida.

Um olhar.

"Eu te amo."
Ela vai continuar engasgada.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre uma felicidade qualquer.


Esses dias um amigo veio me perguntar se eu continuava escrevendo. Eu falei que não estava conseguindo, porque havia perdido minha inspiração. Eu não sei lidar com a felicidade e me sinto bastante feliz ultimamente, o que atrapalha minhas criações, já que eu fico horas e horas tentando entender e saborear como é estar feliz.
Andei pensando muito sobre essa palavra: Felicidade. O que é a felicidade? Existe uma fórmula para ser feliz?
Uma vez uma amiga me falou que existem áreas na nossa vida: Familiar, profissional, amorosa, a saúde e a da amizade. Segundo ela, se você tem pelo menos 3 dessas áreas caminhando bem, você pode se considerar uma pessoa caminhando para a felicidade. Quando você consegue perfeito equilíbrio entre todas, você deve se considerar uma pessoa feliz. Certo. Agora quem consegue chegar ao nível de ter as 5 equilibradas? Só à mim parece utópica essa idéia? É ruim quando se é acostumado à um estado funesto, até mesmo lúgubre, porque mesmo quando parece que se é feliz, parece que seu cérebro te obriga a criar alguma coisa que faça essa momentânea felicidade não ser plena. Algo dentro de você diz “não acostume-se, você não é assim”. Aí você começa a enfiar os pés pelas mãos. Às vezes não se tem nenhum motivo aparente para estar mal, mas algo te impulsiona à coisas tristes, sabe.
Pois bem, eu só to conseguindo escrever agora porque eu estou num momento triste. Posso dizer que não tenho nenhuma das áreas acima com a barrinha de download em 40% que seja. Já ouvi que eu não merecia ser feliz. “-Nossa, que dramático!” você deve pensar. Eu já acho é graça dessa frase. Quem nesse mundo merece realmente ser feliz? Pode até ser que a felicidade seja uma dádiva não-merecida que Deus dá pra conseguirmos suportar esse mundo tão cruel. Vai saber. Ou talvez seja um alvo que Ele criou para nunca ficarmos de braços cruzados, para sempre lutarmos por algo, para termos necessidade de procurar coisas boas e fazer coisas boas. Bom, eu não espero ser feliz. Sou complexa demais para isso e convivo com pessoas simples demais. Já entendeu o choque que é tentar ser feliz com eu queria ser, estando num mundo totalmente diferente do meu, não é? Mas eu tenho aprendido a me contentar com o que tenho e tentar fazer as pessoas à minha volta serem felizes. É bom ver a felicidade das pessoas. Não as invejo, só gosto de observar e estudá-las, sempre tentando achar a real felicidade, mas na verdade nunca a vejo completamente, só vestígios da mesma. Pois é, só me resta dizer que a felicidade é um idéia muito bonita, mas fantasiosa demais para mim.

Este não é um texto bom, na verdade é um desabafo.

"Sou meio triste e acho graça. Tem tanta gente triste que disfarça..."
(Tanto tanto - Vander Lee)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Guia Prático de Sobrevivência: Relacionamentos amorosos virtuais




Vivemos em uma época onde tudo se encontra ao alcance do mouse. Não há resposta que passe despercebida nos sites de busca como Google e afins. E em uma era de Orkut, MSN, twitter, fotologs, blogs etc, se relacionar [afetiva ou amorosamente] com pessoas distantes tem sido um costume cada vez mais comum e mais fácil. Tem todo um lado fascinante, todo um “romancismo virtual” sim, mas é fato que devemos [ou deveríamos ter] muito cuidado com esse tipo de relação. Como saber onde pisar, se não conseguimos mesmo ver ou tocar o chão? Ahá, é para isso que estou aqui. Bom, contando com minhas experiências e as de amigos e chegados [não são poucas, acredite], vou enumerar algumas dicas para se ter um relacionamento virtual saudável, na medida do possível [se é que saúde combina com esse tipo de relacionamento]. Anyway, vamos lá:

Dica 1: Tenha sempre em mente: Namoro virtual é coisa de NERD sem vida social/sexual. Se você sai muito, se relaciona com pessoas reais é pouco provável que tenha “saco” pra esse tipo de relacionamento. Pode até ter por um curto espaço de tempo, pra ‘variar’ um pouco. Mas não vai passar disso. Agora se você é feio, chato, quase ninguém te aguenta, tem gostos esquisitos, tiques nervosos, é xenofóbico ou simplesmente não sabe como lidar com pessoas reais, esse é o tipo de relacionamento ideal!

Dica 2: Se você é feio, se esconda! Fotos distorcidas ou do tipo P&B de algum filme Cult ajudam. Se você é chato faça o tipo blasé! As meninas adoram, os meninos dão valor. Melhor parecer que não liga do que ficar criticando as coisas o tempo todo. Ninguém liga se você não gosta do que todo mundo gosta. Você quer uma namorada (o), certo? Então fica quieto e só diga sua opinião crítica do seu jeito estúpido [todo chato é assim] depois que já tiver conquistado a pessoa em questão.
Não pareça tão carente quanto você é [sim, se você tem ou procura um namoro virtual você É carente, não se iluda]! Se segure ao máximo para não mandar milhões de recados ou frases no MSN. A pessoa vai perceber que você e chato, e isso não ajuda.

Dica 3: Ciúme: Releve. Tenha em mente que metade ou maior parte dos amigos da página de relacionamentos dele(a ) são virtuais ou, no máximo, amigos de infância que mandam recados só pra manter amizade da família [os amigos reais (se ele realmente tiver algum) não ficariam mandando recados pela internet, usariam o telefone (y)]. Afinal, levando em consideração que a pessoa do outro lado também deve ser algum nerd sem vida social [vide Dica1], você não vai se preocupar com supostas “traições reais”. Além do mais, se alguém realmente desse em cima da pessoa em questão, ela não estaria te dando bola. Fato.

Dica 4: Tome cuidado, isso vicia. Sério. Você pode parecer atraente virtualmente e se empolgar com a idéia de várias pessoas dando em cima de você. Um fricote é “nerdisse”. Dois é estar confuso. Três já é putaria virtual. Se segure se você realmente acha que seu namorado virtual vale a pena. Um dia ele pode passar a ser real [ta, tenho que te dar uma esperançazinha, né?].

Dica 5: Senhas. Se você acha que é uma forma de ganhar a confiança de uma pessoa dando a senha do seu MSN ou do Orkut, tudo bem, tem gente que acha que isso é valido. Eu já não acho. Pensa comigo: Você mal conhece a pessoa, senha é coisa muito pessoal. No máximo dê a senha quando não tiver nenhum depoimento comprometedor de ninguém [ou seu pra alguém. Isso fica lá em ‘depoimento que escrevi’ /di-ca] , e deixe a pessoa com a senha uns 2 dias, depois mude e ponha a culpa no Orkut. É. Das duas uma: a pessoa vai ver que não ta funcionando a senha errada e vai ficar sem graça de te dizer que ta tentando entrar no seu Orkut, ou vai dizer pra você que não conseguiu e você vai continuar fazendo a linha de louco dizendo que a senha que você deu está certa. Vai por mim. Tem muita gente louca no mundo usando Orkut de ex-fricotes pra infernizar vidas alheias...
Ta olhando assim por quê? Eu NUNCA fiz isso, ok?


Só uma pequena explicação: Era pra serem mais dicas, mas como minha inspiração [meus relacionamentos internéticos] tem se perdido, como tenho me relacionado cada vez menos por internet [sim, há uma luz no fim do túnel pra vc! *-*], não sei, não consigo pensar em nada mais. Como não tinha nada pra postar... Resolvi postar inacabado mesmo, beijos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Inspiração.



Cliquei no word. Ele sempre demora um pouco a abrir. Gosto disso, dá tempo de eu desistir de escrever [coisa que já aconteceu 'n' vezes]. Mas dessa vez ele não pareceu preguiçoso como sempre, ou talvez eu esteja menos afoita que o normal. Vi aquela página em branco e o cursor piscando, parecendo esperar ansioso por alguma palavra, por alguma idéia. Talvez ele estivesse esperando pra colocar aquele sublinhado vermelho que me irrita tanto [É, ele tem uma rixa comigo, mas isso não vem ao caso agora]. Escrevi uma palavra. Pensei em fazê-la título do texto que iria escrever. Dei dois 'enters' e esperei. Esperei aquela palavra fazer efeito. Esperei ela me mostrar o caminho, me mostrar o que tá escondido dentro dessa minha cabeça temerária. Mas hoje minha imaginação não fluiu. Minha mente não quis trabalhar, eu não soube por onde começar, como começar. O título não foi um começo só. Foi apenas uma palavra. Palavra essa que seu significado tem fugido de mim. Desculpa minha ou não, eu a tenho perdido. Como um amigo me disse, talvez eu tenha preguiça de procurar um caminho que me inspire. É, pode ser isso mesmo. Talvez muita coisa tenha mudado em tão pouco tempo que a nova Lisa ainda não tenha tido tempo para assimilar as idéias, descobrir seus novos gostos, seus novos caminhos e inspirações. Sei que minha mudança foi boa. Cabe a mim agora me adaptar e encontrar novos rumos de inspiração.

Desculpem, é só um simples texto. Nada elaborado.
Acho que combina com meu estado de espírito atual *-*
.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Papo furado.




- Ah, esquece. Você não entende nada disso.
- Disso o quê?
- De tudo. Metáforas, vida.
- Tá bom, se você diz.
- Por que você aceita as coisas tão facilmente?
- Porque é realmente mais fácil.
- É?
- É. Você não pensa sobre e então não tem que resolver e não terá que mexer em feridas.
- Mas um dia você vai ter que parar pra pensar, não?
- Talvez. Mas pode ser que não dê tempo.
- Como assim?
- Ah, de repente a coisa acaba de vez e você não teve que se machucar à toa, entende?
- É fácil demais pra mim.
- É, é quase um dom viver a vida facilmente.
- Te invejo.
- Mesmo?
- Sim.
- Não é bom viver sem sentir demais.
- Mas é menos dolorido e mais fácil.
- Mas a vida perde a cor, perde a poesia. Há tanta poesia na dor quanto na alegria.
- Acho que deveria haver um equilíbrio.
- Sim, essa é a idéia. Quando uma coisa não está equilibrada é porque essa coisa realmente não merece nossa atenção.
- Está dizendo que o que sinto não é algo que eu deva dar tanta importância? Que não vale a pena?
- Se você sofre mais do que goza do sentimento, sim.
- Mas...
- É a idéia do Ying Yang, entende? Tudo tem que estar bem equilibrado, para poder ter uma continuidade. Tudo que é ruim demais acaba logo, assim como tudo que é bom demais. Você tem que sentir o gosto do ruim para poder saber saborear e identificar o que é bom.
- Entendo. Mas ainda não é tão fácil.
- Então você sofre porque quer. Ninguém é tão fraco que não possa controlar seus sentimentos. E você parece estar muito satisfeito com isso tudo.
- Não é bem assim, é que... Esperança, entende? Ainda tenho demais.
- Esperança? Se uma coisa não deu certo uma vez é difícil dar certo outra. Um raio não cai duas vezes na mesma árvore.
- Mas toda regra tem sua exceção, não?
- Sim, mas até quando vai esperar ser a exceção? Se fosse já teria sortido efeito, não?
- Talvez. Ou não é o momento certo.
- Nossa, como você é cabeça dura!
- É, talvez eu seja. Ou talvez eu só ame demais.
- Não, o problema é que você a ama mais que a si mesmo. Ninguém que vive assim merece ser amado.
- Já cansei de lições de moral por hoje.

(...)

- Tudo bem, vou brindar à isso.
- Que seja.
- Adeus.
- (...)





Achei isso por aqui, resolvi postar. Saudade de ter inspiração.
*
Ps.: Odeio meus diálogos, talvez porque sempre pareça alguém conversando consigo mesmo, e eu não consigo diferenciar os personagens. Enfim.
*
Ps.²: Tô feliz demais, obrigada.

sábado, 23 de maio de 2009

Amanhã.



Uma coisa puxa outra e eu me encontro aqui, às 02:24, clicando em links e mais links de blogs que já to cansada de ler e acompanhar. Cada um me diz uma coisa, cada um me traz uma pessoa à mente. Cada um com suas agonias, seus dilemas, alegrias e tristezas. E eu? O que ando sentindo? Essa introspecção me fez pensar em tantos acontecimentos. Tanta coisa que acontece em poucos dias que te faz pensar na vida toda. E pior: pensar no futuro. Hoje alguém me perguntou “quais são seus medos?”. Não hesitei: “Tenho medo do Futuro”. Ela me perguntou o por quê. Parei pra pensar. Dá realmente um frio na barriga pensar em uma coisa que não está nas suas mãos. Uma coisa tão volátil e imprevisível. Sim, você pode ter seus planos, você pode fazer metas, mas e aí? Nem tudo ou quase nada do que planejamos é como será seu futuro, isso é fato. Foi aí que em um desses blogs eu li o seguinte parágrafo:



Coincidência? Não acredito. É só mais uma vez Ele me falando de uma forma tão direta, uma forma que por tempos eu evitei, com uma voz que por muito tempo fechei os ouvir para não ouvir. Você pode não acreditar em Deus, você pode achar que a Bíblia ou a fé são coisas retrógradas, são fatos ultrapassados. Que a ciência explica tudo, que tudo é respondido pela física quântica ou seja lá pelo quê. Mas Ele é tão real na minha vida, esse sobrenatural, a forma como ele fala. É sempre de uma maneira tão sucinta e concisa, que é burrice eu duvidar disso. Me preenche. Preenche todo espaço vazio que alguém ou eu mesma tenha deixado. A Fé não é uma coisa incrível? É “a certeza das coisas que não se vêem”. E a idéia é essa mesmo. Você acredita, é real. E eu acredito em muita coisa. Acredito que meu futuro será brilhante, como Ele desejar, como Ele tiver preparado para mim. Acredito na minha felicidade, em minhas conquistas, em minha vitórias. E não vou mais ter medo do meu futuro.


“Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã cuidará de si mesmo, basta a cada dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:34)

Descansemos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um post.


Hoje eu estou a fim de escrever sem compromisso. Faz tempo que não escrevo assim. Sempre tenho que ter um assunto [ou nenhum mesmo], e manter uma linha de raciocínio, um enredo que prenda o leitor, algo engraçado ou pseudo-inteligente. Mas hoje não. Hoje quero um post bem adolescente, bem bestão mesmo. Daqueles "ah, hoje eu vi algo que me fez pensar tanto, aí eu ouvi Metal Heart da Cat Power e fiquei pensando mais ainda. Será que todo mundo é assim? Vou fazer brigadeiro". Ta certo, ta certo. Nunca vou conseguir algo desse tipo. Eu vejo certas coisas, certos tipos de garota e fico pensando se eu fosse que nem elas. Se eu só me preocupasse com assuntos bestas e sem conteúdo, se eu soubesse ser efusiva e fútil... Acho que eu me daria melhor na sociedade. Sério, não é tipo. É... Sei lá. Fato é que as pessoas se relacionam melhor com gente assim. Gente que nao se precisa compreender, que não te faz pensar. Até mesmo pra namorar esse tipo de garota se sai bem melhor. Aí vem alguém e diz "Se o cara prefere esse tipo de garota é porque ele é mais idiota que ela". Sim, também acho. Mas ainda acho que ter idéias independentes, gostar de saber e pensar sobre assuntos mais "elaborados" [ou menos pensados pela massa], se destacar por saber coisas que ninguém tem saco de estudar, assusta alguns ou a maioria dos homens. Nem sempre ser diferente é legal. Às vezes só queria saber falar de esmalte, de corte de cabelo, de marca de roupa e sapato, pra me entrosar e tal. Tenho poucas amigas mulheres reais por causa disso. Não tenho saco de ficar em uma roda conversando sobre a vida de "Fulano que fez isso com a Cicrana pra ficar com Beltrana", de como "Fulaninha ta mal-vestida com aquela roupa tão last week". Ah, cara. Tenho tanto enredo e assunto na minha vida, pra quê saber e opinar na dos outros também?

Pois é. Talvez agora vocês entendam um pouco por que quase não saio e evito ver gente. É porque seres humanos no geral não me estimulam. A maioria deles perdem a graça muito rápido. Na verdade eles só têm graça enquanto novidade. Difícil alguém permanecer na minha vida. Mas quando permanece, é pra sempre. Fato.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Relacionamentos [im]pessoais.




Hoje parei pra pensar... Faz mais de um ano que não namoro ninguém sério. Eu digo namoro mesmo, de ir em casa, jantar com família, ir em festinhas de primos chatos etc. (que fique bem claro, foi uma opção minha e eu to bem como estou). Não tenho muito saco pra dar satisfação aos meus pais, imagina a um cara que me conheceria há pouco tempo. Enfim, a questão é: Por que as pessoas cobram tanto isso? É tão estranho uma menina inteligente, bonita e atraente (cof, cof!) estar sozinha? Sou obrigada a manter um relacionamento de fachada só pra agradar minha família e amigos? Ta, tudo bem, não vou dizer que não tentei. Até tentei, mas não forcei tanto quanto deveria.


Já me relacionei com todo tipo de cara. Uma vez um cara me disse que não ficaria comigo porque eu era mais alta e ele não conseguiria aguentar o olhar das pessoas quando passássemos na rua. Bom, o cara já era quase doutor em literatura, cantor, ator, gato e tudo mais. Seria esperar demais que ele fosse homem também. Já namorei caras mais novos. Isso me levou ao fato de que não quero ter filhos. Não agüentaria adolescentes revoltados cheios de espinhas me irritando com seus problemas sexuais. Já namorei caras que tinham o ego tão inflado que nunca ficamos num lugar fechado, ou eu morreria sufocada. Certa vez conheci um cara que quase bate o carro porque “estava embasbacado com minha beleza”. Ok. Ele forçou um pouco. Ainda acho que ele era mó ruim de roda mesmo e não queria ficar mal. Desci do carro e peguei a primeira Kombi que passou. Ta, meio irônico isso, tendo em vista que os motoristas de kombis aqui na Ilha vivem “embasbacados” por mulheres na rua. Ainda acho isso a desculpa mais esfarrapada dos motoristas ruins.


Comecei a namorar cedo, levando em consideração que na minha época uma menina de 17 anos era considerada quase uma perdida por namorar, ainda mais com consentimento dos pais. E olha que nem sou tão velha assim! Mas foi desse jeito. Com 17 anos bati o pé que queria namorar o carinha mais gatinho da Igreja. Ele foi lá em casa, minha mãe adorou e bla bla bla. Ficamos 2 meses: Um namorando e um eu fiquei tentando descobrir a melhor forma de terminar. Acabei no “Bom, acho que acabou, né?” Ok, foi estúpido, mas eu ainda tinha 17 anos de idade e 12 de maturidade. Foi a melhor forma que encontrei (ou a mais rápida). E ainda fiquei rindo porque ele chorou. Às vezes me sinto péssima por isso. Na maioria das vezes não.


Já tive até romance de novela. Um cara, o que mais fui apaixonada na vida, mudou pra outro país. Foi aquela coisa, promessas, esperas, nhenhenhéns de todos os tipos. Esperei por ele, claro. Mas só por um tempo. Acredito demais em amor à distância, mas quando existe esperança. Quando se tem certeza que vale a pena. E faltou isso. Só isso.


O último cara que me relacionei (antes de um fricote de internet que eu ainda to me recuperando), a gente tinha um rolo desde os meus 16 anos. Entre idas e vindas (que não foram poucas!), a gente namorou “meia-boca” por vários momentos da minha vida. Aos 16, aquele namorinho bobo adolescente, aos meus 19, e agora há pouco aos meus 22. E nesses espaços de tempo sempre rolava um flashback só pra aliviar a tensão. Bom, é estranho quando você sabe que o cara ta caidinho por você. Ele começa a pensar em futuro, você começa a se ver no futuro. Abrindo mão de coisas, engordando, dividindo intimidades que eu já odeio dividir com meus irmãos, perdendo horas em DR’s, criando filhos, sustentando casa, cuidando de uma outra pessoa, que talvez nem seja a pessoa da sua vida. Quem sabe quem é A pessoa da vida? E eu sabia que ele não era O cara. Então achei melhor dar um basta, acima de tudo sou sincera com meus sentimentos. Confusa, mas sincera. Ele me odiou por um bom tempo alegando que o “enrolei esse tempo todo”. Bom, hoje ele ta feliz, namorando uma amiga minha que apresentei, a qual ele só começou a namorar pra me fazer raiva. Quem diria. Formam um casal muito legal ao meu ver.


Tenho muitas mágoas, magoei muita gente. Amei demais, sofri demais e continuo sofrendo e amando. É um círculo vicioso. Por mais que eu me ache um tanto auto-suficiente, por mais que eu ache que a gente só precisa da gente mesmo pra ser feliz, ainda fica aquela dúvida “será que eu vou conseguir ser sozinha e ser feliz assim mesmo?”. Vai saber. Talvez eu precise de bem mais que um ano. Talvez eu precise descansar o pobre do coraçãozinho que já ta com disritmia de tantos compassos mal tocados por músicos amadores.



[Sei, a foto nem tem tanto a ver, mas eu me imagino assim quando escrevo. Sou doente ok bjs]


See all!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

er...


Às vezes você não sente uma vontade louca de escrever e não tem a mínima idéia sobre o quê escrever? Pensei em várias coisas... Até pedi pra uma amiga me dar um toque. Ela foi convidada pra ir à Paris passar um mês com um cara de internet que nunca a viu na vida. Pensei em escrever sobre isso, mas, acho dar idéia demais pra maluco. Não que seja uma coisa muito bizarra. Do jeito que eu tô ultimamente, sedenta de novas experiências, talvez eu tivesse aceitado na hora. O máximo que aconteceria seria perder meus órgãos pro mercado negro e ser manchete do jornal O Globo por 2 semanas. Seria um fim até legal, po. Passar na Globo em horário nobre. Quem sabe eles não fuçariam minha vida e descobrissem meu blog e eu fosse mais uma escritora póstuma? Talvez tivesse até mesmo exposição sobre minha vida no CCBB. Vai saber.
"Ó, falar de relacionamentos de internet megalomaniacos seria uma boa". Não, ela só podia estar de sacanagem com a minha cara, né? Sim, claro. E cair em mais um post emo, cheio de frustrações. Era tudo que eu queria pra animar o blog.
Pensei na gripe suína, mas acho que já tem textos e piadas demais por aí sobre esse assunto. Só no twitter é um stalkada atrás da outra. Esse dias li uma frase que achei muito legal [o Daniel até RT lá]: "Gripe suína, gripe do frango, vaca louca... Quem diria que o Apocalipse ia se tornar uma grande churrascada de Domingo...". Eu ri. Muito. Não lembro quem foi o autor, sei que é feio usa frases sem dizer quem criou, mas afinal, eu só escrevo por escrever. Não esperem muita coisa de uma simples bloggeira.
Falando em blog... Um carinha uma vez disse que meu blog é cheio de textos de menininha, clichês e que não acrescentam nada pra ninguém. Bingo! Ele acha que descobriu a pólvora por causa disso? Ele tem um blog fodão, admito. Mas eu ainda to tentando descobrir no que o dele acrescenta pra humanidade. Juro que um dia eu descubro e levo em consideração o que ele falou sobre o meu. Não que eu ache meu blog grande coisa. Na verdade nem acho. Mas é só um blog, gente. As pessoas poderiam levar as coisas de internet menos a serio [olha eu caindo no assunto de relacionamentos internéticos megalomaníacos de novo].
To achando legal isso de não ter o quê escrever, que você acaba escrevendo sobre um monte de coisa. Acho que vou começar a utilizar essa técnica.
Bom, resumindo, escrevi sobre tudo e sobre nada.
É, galere. Só mais um post, sobre qualquer coisa. [A verdade é que eu queria descer o post anterior hehe]
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Ah sim, hoje consegui escrever os releases sobre o novo cd do Vander Lee e o do Móveis pro Blogalternativa.
É, hoje foi um dia produtivo. Dormirei 12 horas todo dia.
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See all.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Apenas mais uma de qualquer coisa.




Já se sentiu anestesiado de tanta dor? Já sentiu uma coisa tão ruim que você achou que ela sairia de dentro de você e se materializaria na sua frente? É, parece musica do Simple Plan mas é o que tenho sentido ultimamente. É estranho, parece que os olhos são movidos à ócio: Se eu paro um segundo lá vem as lágrimas rolando até dizer chega [medo de ter que tomar soro caseiro daqui ha pouco]. Então, fazer piada com meus momentos ruins foi a forma que achei de poder pensar no assunto sem drama, sem me acabar de chorar também. Uma vez meu irmão terminou com a primeira namorada dele e ficou ouvindo a mesma musica o dia INTEIRO, chorando em frente o aparelho de som. Eu deveria ter o que... Uns 10 anos, mais ou menos. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Sempre o vi feliz e cheio de marra pela casa. Resolvi perguntar pra minha mãe. Ela disse 'Ele terminou com a namorada'. Eu falei 'e isso dói tanto assim?'. Me surpreendi com o poder que alguém teve de fazer meu irmão [que sempre fora cheio de mania de fodão] sofrer e chorar pra todo mundo ver. Cresci e percebi que se alguém tem o poder de nos deixar doídos, esse alguém somos nós mesmos. Nós criamos expectativas, nós sonhamos, fazemos planos sem ao menos saber em que terreno estamos nos metendo. Sim, porque por mais que você conheça alguém de verdade e há anos, não se poder ter certeza absoluta do que essa pessoa sente por você, ou em relação à relação que tenham.
Ok, ok. Eu to enrolando pra dizer, mas a verdade é que me fodi. Me fodi feio, por conta dessa mania irritante que temos de construir sonhos e planos em cima de alguém. Essa mania de achar que o amor é lindo e suficiente. "Ah, vamos tentar, o amor se encarrega do que vier depois". CAÔ! O amor é um reles enfeite, um ornamento que usamos pra deixar a vida um pouco mais bonita. E você se deixa levar, se envereda por um caminho lindo, cheio de flores, passarinhos e às vezes até fadinhas. Vai saltitando pelos paralelepípedos cor-de-rosa [sim, porque uma pessoa apaixonada vê cada coisa brega, Deusmelivreeguarde ], ao som de alguma musica do Jorge Vercillo. Aí a pessoa que ta caminhando com você é linda, perfeita. Tem os olhos mais lindos que você já viu, fala coisas mais inteligentes e transcedentais que o Pedro Bial em final de Big Brother. E você se ilude, achando que é a pessoa da sua vida, que ela vai conseguir conviver com seus defeitos e vice-versa. Que vão enfrentar batalhas juntos, passar por momentos difíceis e se materem de pé. Pff! Chega uma hora que qualquer desentendimento vira uma batalha, qualquer lagartixa vira um dragão. E se dá conta que nenhum dos dois é São jorge: Não matam dragões e muito menos fazem milagres. E é aí que o caminho começa a virar Avenida Brasil, cheio de buraco e com um monte de carros andando a mais de 100 km/h desvairados [entenda carros como quiser ], quase batendo em você. Você vê quase o Vale da Sombra da morte: Os passarinhos começam a se transformar em reclamações e fofoquinhas, as flores viram cactos, palavras que cortam sua pele, e as fadinhas? Ah, as fadinhas... Prefiro não comentar sobre elas. Aí você olha pro lado e se depara com a outra pessoa que está do seu lado agora. Porque não é possível que aquele principe encantado tenha se tornado esse ser que você olha agora. Repara que o olhar é meio torto e frio. As palavras? Aqueles versinhos cheios de rimas pobres que você escreve no diário aos 14 anos. Sim, o nome disso é desilusão. A pessoa pode não ser esse mosntro que você está vendo agora, mas como a ilusão nos faz ver muito mais do que a pessoa é, a desilusão faz justamente o contrário. Te faz ver o real sem enfeites e ainda por cima piorado. O que resta nesse caso é esperar. É. Esperar que o monstro fique familiar. Sim, o relacionamento já era, mas às vezes vale a pena ter o monstrinho como amigo, afinal, é alguém com quem você se dividiu, que sabe tanto sobre você, que você acabou criando um carinho.
Enfim, eu tô desiludida, admito. Não sei se devo, sei que não faz diferença, mas ainda não cheguei no estágio do monstrinho. Ainda não consigo olhar a pessoa que amei com olhos de desilusão, apesar de a sentir latejante dentro de mim. Mas pelo menos já consigo usar o verbo amar no passado. Já consigo olhar pra trás e ver que fui feliz, que sonhar me fez bem, apesar de não querer que isso aconteça tão cedo.
É isso. Um texto exagerado que se contradiz. Acho que essa é a melhor definição do amor, pra mim, no momento.