sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

No title









Um dia percebeu o quanto era diferente dos demais. Pensava de outro jeito, sonhava outras coisas, ansiava por algo maior e não comum. Mas ao invés de seguir seu próprio caminho, se deixou levar por essa vida estranha, por pessoas que não compartilhavam seu mundo. Não entendia porque pensavam tão diferente, como se contentavam com tão pouco, como se conformavam com o menos.Começou a pensar que havia algo errado com si mesmo. Tentou se encaixar, mas isso só trouxe frustração. Foi motivo de chacota, digno de pena, de desprezo. Resolveu fugir. Foi chamado de covarde. Talvez fosse mesmo, mas não pelo fato de fugir, mas de fugir de si próprio.Correu o quanto pôde, o quanto suas pernas aguentaram. Caiu. Chorou. Chorou pela sua vida inteira. Por nunca tê-la vivido plenamente, por ter estado em cima do muro esse tempo todo. Por não ter sofrido muito, nem gozado muito.Sua vida não tem sentido algum agora. Pensando bem, nunca teve. Sempre viveu para agradar pessoas que nunca o agradaram, pessoas que nunca sentiram e nunca sentirão sua falta.Está sozinho agora e a noite chega devagar como se não se importasse com sua vontade de se esconder do mundo e de si mesmo. A noite está fria e ele sangra. Não só por aqueles cortes que as pedras e os galhos fizeram em seu corpo. Sua alma sangra, seu orgulho, seu coração. Viver não faz mais tanto sentido. Algum dia fez?Olha para o abismo à sua frente. Tão convidativo, tão simpático, como nunca alguém fora antes com ele nesses últimos anos. Toma uma decisão. A última de sua vida. Se entrega aos braços daquele novo amigo, talvez o único sincero que já tivera. Sente o vento bater em seu rosto, relembra sua vida e não se arrepende de sua decisão. Quem sabe um dia volte em uma nova forma e não cometa os mesmo erros de agora. Sente um alívio indescritível e sorri. O primeiro sorriso sincero e feliz de uma vida frustrada, que dá seu último passo na esperança de algo melhor.

domingo, 16 de novembro de 2008

Scream.




"Porque há o direito ao grito. Então eu grito." (Clarice Lispector)


Pois é. No meu caso não é um grito de desespero ou tristeza. É só um grito. Só. Nem tem um porquê, ou um motivo [ou talvez tenha sim]. Não entendo, mas me sinto leve ultimamente. Me sinto livre. De algumas coisas, sentimentos, algumas pessoas. Sim, pessoas. Mas não do modo ruim ou insensível, não tenho me livrado de gente, mas tenho aprendido a lidar com o que sinto por elas. Não que eu tenha dominado essa técnica, mas tô perto. Sim, é estranho você conviver com pessoas sem se 'jogar', sem poder demosntrar o que vc sente. Mas as vezes o que a gente sente é sufocante, e na maioria das vezes as pessoas não entendem. Ou entro no jogo, ou grito. Esse grito seria meu protesto a essa coisa superficial que as pessoas fazem questão de chamar de relacionamentos interpessoais. Aprendi que não se pode depositar sentimentos nas pessoas, ninguém é um baú que você guarda suas coisas preciosas, com medo de deixar por aí e alguém as roubar. Setimentos são para serem distribuídos, são pra você jogar ao vento a quem precisa, a quem é sensível para os ver, e os viver. Mas há os que acham que é muita responsabilidade encontrar um sentimento desses. Mas também há os que têm necessidade de distribuí-los. Eu me encaixo nesse último grupo. Sim, eu assumo. Mas o fato de eu querer dar sentimentos não quer dizer que você tenha responsabilidade com eles - ou comigo -. Hoje eu distribuo, amanhã recolho. É assim, sempre foi assim. Metamorfose ambulante? Prefiro ser.


Às vezes tento ser menos subjetiva, mas descobri que ser direta nem sempre acaba bem pra mim. Não que eu queira entrar no joguinho dos outros, mas não gosto que entendam uma coisa que não é. Ah! Mesmo que eu não consiga ser clara, se virem, me entendam!

sábado, 15 de novembro de 2008

Síssima.


Bom, ela vai me perdoar o jeito simples [e resumido ] de contar nossa história. Mas, como sempre falo, não gosto de [escrever] poesia, e não sou fã das rimas. Mas escrever é minha necessidade, e escrever sobre ela hoje é inspiração. Veio tanta coisa na cabeça, tanta coisa legal, mas também tanta coisa que sei que vai ficar mal escrita hehe...

Como a conheci? Vai saber... Acho que fomos apresentadas. Ou largadas de lado por sermos pequenas demais para entender o que aqueles adultos tanto conversavam. Não lembro bem o momento, mas lembro bem do lugar. Se eu fechar os olhos ainda consigo sentir o cheiro de terra, de chuva, de doce. Gente, risadas. Roda. Vestidos engraçados. Franjas [ridículas!]. Orações. Estação de trem. Hinos. Banhos de borracha no terraço [ ah! É do que mais sinto falta! ]. EBD. Meninos. Meninas.

Quando a perdi de vista? Acho que essa pergunta vai sempre ficar no ar. Talvez tenha um motivo, e talvez façamos esforço para esquecê-lo. Talvez seja melhor assim. Mas aconteceu. O inseparável perdeu sentido, deu lugar ao desencontro, à saudade, ao semi-esquecimento. E lá se foram anos. Pré-adolescência. Mudança. Responsabilidades. Livros. Puberdade. Amores. Desencantos. Paixões. Adolescência. Responsabilidade. Mais Livros [muitos, pelo menos da parte dela. hehe]. Faculdade. Mudança de Valores. Tudo distante. Cada uma do seu jeito. Cada uma no seu tempo. E cada uma do seu lado. Eu aqui. Ela lá [ ou eu estaria lá e ela aqui?].

O Reencontro? Abrupto e sem muita festa. Não por falta de felicidade ou empolgação, talvez por falta de costume, por achar que não voltaria a ser aquela coisa de antes [ não seria possível o tempo ter parado e continuarmos do mesmo lugar que interrompemos - ou nos interromperam]. Mas foi feliz. Nostálgico. Deu vontade de voltar àquele tempo, de voltar a rir daquela forma pura, de ter de volta sentimentos, sensações de um tempo em que fomos tão felizes.

Bom, já chegamos ao tempo presente e não sei como terminar essa história aqui. Só sei que "ela me faz tão bem, e eu também quero fazer isso por ela". Sei que mais que uma simples amiga, arranjei uma companheira, uma cúmplice. Quem disse que o passado é pra ser esquecido? Às vezes o passado vem à tona quando você menos espera. Mesmo que seja por um perfil/scrap no orkut, que te faz quase saltar da cadeira, ou por uma conversa de msn que dura horas afinco... Ela sabe como me deixar feliz, mesmo estando longe. Sabe se fazer presente quando eu mais preciso. Fica feliz com minha felicidade e se entristece com minha tristeza. É, sou muito sortuda por ter esse ser do meu lado, e viva o passado, que "não reconhece seu lugar, está sempre presente"!

E essa é nossa história, compactada. Talvez você, leitor, não entenda muita coisa, mas ela vai entender, e é só pra isso esse post. E é um post lindo, só porque é sobre ela. ♥

Volta²






Acho que levei muito a sério essa história de blog. Acho não, levei. Talvez eu tenha pensado que eu teria algum reconhecimento, que alguém acharia muito boas essas bobagens que eu escrevia pensando que era poesia. Mas gosto mais de levar as coisas assim... Sem métrica, sem rima [ odeio muito elas! ], sem poética. Gosto da coisa 'no duro' mesmo, sabe? De escrever o que vem na cabeça, mas longe de mim querer que isso seja considerado literatura [ esse pensamento devo ao Lemos, que me abriu os olhos pra grande bobagens que as pessoas escrevem hj quererendo ser reconhecidas como escritores - pena! ]. O que escrevo são coisas jogadas, aleatórias. Sabe quando você tem alguma coisa fervilhando na cabeça, vêm frases e mais frases e você não sabe por onde começar? É assim comigo. Mas é bem mais fácil só pensar nas coisas, passar pro papel já é outra história. Ah sim, acabei com meu último blog talvez por besteira... Com o Lemos diz [ olha eu citando-o de novo! ], pode ser considerado uma leitura que vai um dia amadurecer, um começo de algo, por isso era tão infantil [ tá, ele não disse com ESSAS palavras, mas foi mais ou menos isso ]. Enfim... Vou levar isso aqui menos a sério , e espero que vc que um dia entre aqui sem querer, ou por indicação minha, também não leve tão a sério assim. São só palavras. Soltas. Confusas. É só alívio, na maioria daz vezes. (y) Ah sim, sobre a imagem... Não quer dizer nada, só achei legal essa ferramenta de pôr imagens alinhadas dessa forma e tal. Enfim, that's all, folks!